Movimento dos Sem Terra ocupa oito prefeituras do interior do estado,inclusive Rodelas.
Oito prefeituras de municípios baianos foram ocupadas pelo Movimento dos Sem Terra (MST) nesta terça-feira (10), informou um dos líderes do movimento na Bahia, Márcio Matos.
Segundo ele, Prado, Itabela, Camamu, Igrapiúna,
Rodelas, Santa Brígida, Queimadas e
Curaçá foram as primeiras cidades que tiveram as prefeituras ocupadas na manifestação que segue até o próximo dia 16 e visa abranger outros municípios.
O MST reivindica melhorias nas condições dos assentamentos localizados nessas cidades, principalmente em relação aos investimentos em educação.
No município do Prado, o grupo chegou à prefeitura em cerca de seis ônibus com colchões, barracas e mantimentos. Em janeiro de 2011 o local já havia sido ocupado pelo movimento. O G1 tentou falar com a prefeitura dos municípios envolvidos, mas não foi atendido.
A Polícia Militar baiana disse que as ações foram pacíficas e que não houve confronto em nenhum dos casos.
Segundo Márcio Matos, liderança do MST no Estado, a jornada de luta começou nesta terça e deve continuar até o próximo dia 16.
Ele disse que o movimento escolheu está época do ano porque é o período em que as secretarias da Educação estão planejando o próximo ano letivo. Normalmente, o MST concentrar suas ações em abril.
Em algumas cidades, como Santa Brígida, Curaçá e Queimadas, os agricultores desocuparam os prédios ainda nesta terça.
No município de Rodelas (533 km de Salvador), cerca de 50 agricultores continuam na prefeitura e o expediente teve de ser suspenso.
O prefeito Emanuel Rodrigues Ferreira (PC do B) disse que os sem-terra, que estão acampados há cinco anos no município, reivindicam também que as 150 famílias do movimento sejam assentadas em uma área definitiva.
Emanuel disse que está em contato com o Incra para tentar solucionar o caso.
No município de Queimadas (295 km de Salvador), o prefeito Paulo Sérgio Brandão Carneiro (PT), disse que vai estudar a viabilidade de instalar uma escola no assentamento. Atualmente, os estudantes são transportados até uma escola na zona urbana.
Em Curaçá (531 km de Salvador), no sertão, o prefeito Salvador Lopes Gonsalves (PT) disse que não considerou a ação do MST uma invasão.
Segundo ele, os agricultores foram até a prefeitura reivindicar que a escola que já existe no assentamento abra à noite para educação de jovens e adultos. Os agricultores também pediram atendimento médico semanal.
Coelba
A sede da Coelba no município de Vitória da Conquista também foi ocupada pelo MST na manhã de segunda-feira (9), mas já foi liberada, segundo informações de um integrante do movimento. O grupo reivindica o fornecimento de energia nos assentamentos Canguçu e Pátria Livre, na região de Barra do Choça. A Companhia pediu um prazo de 30 dias para resolver a situação.